


Nosso trabalho
A divulgação da Cartilha de Enfrentamento ao Assédio Moral Institucional, elaborada pela APP‑Sindicato, segue em curso com forte atuação nas escolas públicas do Paraná. O material aborda a crescente pressão impostas pelas políticas educacionais do Estado — como metas inatingíveis, uso compulsório de plataformas digitais, vigilância permanente e sobrecarga de tarefas — elementos que caracterizam uma gestão autoritária e causam adoecimento físico, emocional e psicológico nos profissionais da educação. A cartilha esclarece que tais práticas vão além de cobranças: elas são formas de violência institucional que violam a dignidade, violam direitos e podem ser juridicamente responsabilizadas.
​
Nesses encontros, eles se reuniram com professoras(es), funcionárias(os) e demais membros da comunidade escolar para dialogar sobre a importância de perceber e resistir às práticas danosas à saúde mental no ambiente de trabalho. A mobilização reafirma:
-
A urgência de identificar comportamentos que representam assédio moral institucional, como cobranças desproporcionais, sobrecarga de trabalho e vigilância abusiva.
-
A necessidade de fortalecer as ações coletivas, uma vez que a cartilha deixa claro que “a saída é sempre coletiva”, incentivando o registro organizado de situações, o compartilhamento entre colegas e a atuação por meio das comissões sindicais Cossed Scribd.
-
Que a luta coletiva é a força motriz para uma escola pública democrática, plural e de qualidade social — conceito reforçado na própria descrição do evento.
​
Por que essas ações importam?
-
Visibilidade e sensibilização: As visitas promovem contato direto com a categoria, facilitando a conscientização sobre o que configura assédio moral institucional — um tema muitas vezes invisível e naturalizado.
-
Empoderamento coletivo: Ao trazer a cartilha para o diálogo presencial, fortalecem-se vínculos de solidariedade e encorajamento à denúncia coletiva, reduzindo o isolamento que o assédio tende a impor.
-
Construção de ambientes mais saudáveis: A ação contribui para uma mudança cultural, apontando caminhos de denúncia, registro e formação de redes de apoio, essenciais para que escolas se tornem espaços de respeito e cuidado mútuo.
-
Pressão política e institucional: Além do acolhimento, essas ações reforçam demandas por políticas públicas que reduzam metas abusivas, a vigilância opressora e condições que atentem contra a dignidade profissional e a saúde dos educadores.

Cecilia Meirelles
Janeslei Aparecida Albuquerque
Escola Especial Primavera
Waltercley e Sidineiva


CEEBJA Paulo Freire
Marcia Amaral
Arthur Ribeiro de Macedo
Jocieli Teixeira
